Comecei a me tornar uma pessoa mais fria e amarga. Não me reconhecia mais. Passei a dormir mais e a socializar menos. O mundo me causava náuseas. Não havia sentido acordar cedo, tomar banho e encarar o dia lá fora. Por mim, nem eu existiria mais. Para quê? Estava apenas sugando o oxigênio e nada mais. Magoada demais para tentar sorrir, a minha risada era muda diante da minha tristeza precoce. Já não conseguia sentir absolutamente nada. Era absurdamente decepcionante para mim mesma encarar o meu próprio reflexo no espelho e ver o monstro que eu me tornava.